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Num
meio que até então se encontrava acomodado, o CAL veio introduzir um notável
refrescamento e tornou-se uma indiscutível referência no Aeromodelismo
português. Deve-se a Carlos Rodrigues a dinamização dessa extraordinária
equipa de gente entusiástica que, nos anos 50 e 60, souberam levar a cabo
acções excepcionais em prol da divulgação da mentalidade aérea e da
prática daquela modalidade que, na altura, se designava “Desporto-Ciência”.
São
exemplo dessas acções:
-
A
contribuição para a criação da Pista de Voo Circular, em terrenos
do Aeroporto de Lisboa;
-
A
contribuição para a instituição de Regulamentos Nacionais, que
passaram a regular a realização de provas oficiais;
-
A
criação do Campeonato Ibérico, competição anual Portugal/Espanha,
que pode ser considerada como arranque da internacionalização
regular do Aeromodelismo português;
-
A
efectivação de demonstrações de propaganda em diversas
localidades;
-
A
edição da pequena revista “AEROmodelismo”, boletim mensal do
CAL, que chegava aos mais recônditos lugares, fazendo a divulgação
da modalidade;
-
A
realização da I Quinzena do Aeromodelismo
,
em 1957, ainda hoje considerado o maior evento de propaganda desta
modalidade em Portugal;
Paralelamente,
Carlos Rodrigues desenvolveu, durante a década de 50, intensa actividade
no Aeromodelismo da Mocidade Portuguesa. Promoveu a renovação e aperfeiçoamento técnico
da modalidade naquela organização que, na altura, congregava todos os
jovens em idade escolar, conseguindo que o aeromodelismo fosse praticado
em 36 escolas espalhadas pelo país. Como Director do Centro Técnico de
Aeromodelismo promoveu a criação de novos aeromodelos para a instrução
nas escolas, projectados e desenhados por si e por outros técnicos do
Centro, desenvolveu investigação ao nível de novos processos de construção
e levou a efeito a realização de vários cursos de aperfeiçoamento de
Instrutores.
Em
1960, como membro da Direcção do Aero Club de Portugal, lançou as
primeiras sementes da futura
Federação Portuguesa de Aeromodelismo
, primeiro com a realização das Reuniões Anuais e, depois, em 1963, com a
criação da Comissão Nacional de Aeromodelismo.
Carlos
Rodrigues, que, desde 1953, colaborava em diversas revistas, divulgando a
modalidade fora do seu meio, e regularmente em O Volante, Flama e Revista
do Ar, publica em 1964 o manual “Aeromodelismo Teórico e Prático”.
Esta publicação vem preencher a falta de literatura técnica e
abrangente que se fazia sentir na altura, contribuindo para que alunos,
das escolas da modalidade, e desportistas pudessem praticar um melhor
aeromodelismo.
José Carlos Rodrigues contribuiu em
elevado grau para a criação,
entre nós, da chamada mentalidade aérea, através das muitas realizações
que levou a efeito. O reconhecimento desse facto ficou expresso na atribuição que lhe foi feita pela Fédération
Aeronautique International, no ano de 2000, do “Diploma Paul Tissandier”
“por serviços prestados à Aeronáutica e Desportos Aéreos”.
Ainda
hoje (2002), José Carlos Rodrigues integra os Órgãos Sociais do CAL,
ocupando tradicionalmente o lugar de Presidente da Assembleia Geral.
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